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1.
Da rede que fica pendurada na sacada vejo folhas agitadas. Flambadas pelo vento. As badaladas contam doze. E eu derreto.
2.
Sento num café e finjo que sou poeta.
Nada do que escrevo presta.
E já acabou a fome.
3.
Ela diz que pra vir o tesão eu devo toca-la na bunda.
Às vezes penso que ela é de mentira.
4.
Abelha perde abdômen
em prol da rainha.
O dedo dói.
Mas a Coca é minha.
Só minha.
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